Publicado em: 02/12/2025 Atualizado:: dezembro 2, 2025

Foto ilustrativa: Valter Campanato/Agência Bras
Caminhoneiros de várias regiões do Brasil articulam uma paralisação nacional marcada para a próxima quinta-feira (4/12). Lideranças afirmam que o movimento não tem caráter político-partidário e que a mobilização busca pressionar por melhorias nas condições de trabalho e mudanças no setor de transporte rodoviário.
Daniel Souza, caminhoneiro, influenciador digital e um dos articuladores da greve de 2018, afirma que a categoria enfrenta “uma realidade precária”, com baixa remuneração, dificuldades para cumprir exigências legais e falta de segurança nas estradas.
O presidente da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC), Janderson Maçaneiro, conhecido como Patrola, diz que há forte insatisfação entre os motoristas e aposta em grande adesão ao movimento.
O Sindicam de Cravinhos confirmou ao jornal O Movimento que apoiará caminhoneiros que decidirem parar. Junior, liderança nacional da greve de 2018 e integrante do Sindicam de Ourinhos, também vem divulgando a paralisação em suas redes sociais.
O jornal O Movimento também entrou em contato com o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Porto Ferreira e Região (Sindicam). A entidade informou que não irá se manifestar sobre a paralisação prevista para quinta-feira (4/12).
Apesar da mobilização, há divergências. Caminhoneiros autônomos da Baixada Santista afirmam que não houve assembleias ou votação para validar a paralisação. Marcelo Paz, presidente da Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS), defende que qualquer decisão seja tomada de forma coletiva.
O jornal O Movimento teve acesso à lista das principais demandas apresentadas pela categoria. Entre os pontos defendidos estão:
A adesão ao movimento deve variar entre regiões, e não há consenso nacional sobre a paralisação. Lideranças, porém, afirmam que a mobilização deve ganhar força até o dia marcado.
O governo federal ainda não se manifestou sobre a paralisação anunciada.
Fonte: Jornal O Movimento