Publicado em: 29/07/2026 Atualizado:: julho 29, 2026

Os dois principais suspeitos dos homicídios mais recentes registrados em Eunápolis foram alvos de uma operação da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (29), no bairro Santa Lúcia. Durante o cumprimento dos mandados, Rhanderson Profeta Rodrigues, de 24 anos, morreu após, segundo a polícia, reagir à abordagem e trocar tiros com os investigadores. A companheira dele, Maria Eduarda Evangelista dos Reis, foi presa em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.
De acordo com a Polícia Civil, o casal era investigado pelas mortes de Roniel de Jesus Brito, de 23 anos, assassinado em 19 de julho, no bairro Urbis III, e de Kauan Cássio Cordeiro, de 20 anos, executado no bairro Santa Lúcia.
MODO DE AGIR
Segundo o delegado Manuel Vieira, titular da Delegacia Territorial de Eunápolis e responsável pela investigação, a apuração permitiu identificar o papel desempenhado por cada um nos homicídios.
Conforme o delegado, Maria Eduarda conduzia a motocicleta utilizada nas ações criminosas, enquanto Rhanderson descia do veículo e efetuava os disparos contra as vítimas. Depois, os dois deixavam o local na mesma moto. Ainda de acordo com Manuel Vieira, esse padrão foi repetido nos dois homicídios investigados.
Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu uma pistola calibre 9 milímetros. A suspeita é de que a arma tenha sido utilizada nos dois assassinatos.
Segundo Manuel Vieira, o armamento será submetido à microcomparação balística, exame pericial que permitirá verificar se os projéteis recolhidos nas cenas dos crimes foram disparados pela arma apreendida na operação.
FACÇÃO CRIMINOSA
As investigações também apontam que Rhanderson integrava uma facção criminosa e executava homicídios por determinação de outro integrante do grupo.
Conforme o delegado, os crimes eram ordenados por Pedro Brito, conhecido como PBL, integrante do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia. A Polícia Civil continua investigando a participação de outros envolvidos.
POSTAGENS NAS REDES SOCIAIS
Outro ponto destacado pela investigação foi o comportamento atribuído ao suspeito após os assassinatos.
De acordo com Manuel Vieira, Rhanderson costumava fotografar as vítimas e publicar as imagens nos perfis delas nas redes sociais. Segundo o delegado, a prática tinha como objetivo exaltar a atuação dele dentro da organização criminosa.
HISTÓRICO
Rhanderson já havia sido preso em 2023, no Conjunto Penal de Eunápolis, após ter a prisão decretada pela Justiça de Itabela. Posteriormente, obteve alvará de soltura.
Ao comentar o confronto que encerrou a operação, Manuel Vieira afirmou que o suspeito reagiu à abordagem policial.
“O policial não sai de casa com a intenção de tirar a vida de ninguém. Mas pessoas que têm disposição para matar também têm disposição para confrontar as equipes”, declarou o delegado.
A pistola apreendida, os aparelhos celulares e outros materiais recolhidos durante a ação serão incorporados às investigações, que prosseguem para identificar e localizar outros envolvidos nos homicídios.
Fonte: Radarnews