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Coleção Flores do Caos reúne 12 poetas brasileiros para celebrar Charles Baudelaire

Publicado em: 04/10/2022 Atualizado:: outubro 4, 2022

Rodrigo Starling, idealizador e editor da Coleção Flores do Caos

 

Por Almir Zarfeg

 

O Selo Editorial Starling encontrou uma maneira espetacular para celebrar o bicentenário de nascimento de Charles Baudelaire (1821/2021): a publicação da Coleção Flores do Caos. Aliás, o nome da coleção dialoga com o título do livro mais importante do notável poeta simbolista francês e um dos pais da chamada modernidade: Flores do Mal.

 

O processo de seleção dos poetas e respectivas obras inéditas se deu durante o ano de 2021, com a escolha de seis poetas mineiros, já que a editora é sediada em Minas Gerais, e outros seis oriundos dos demais estados.

 

Ao final do processo, chegou-se às 12 obras inéditas que seriam editadas durante o ano de 2022, autor por autor, obedecendo à vez de publicação decidida por sorteio com todos os envolvidos, poetas e editores, estes representados por Rodrigo e Gisele Starling.

 

 

Eis a relação dos selecionados: Hyanna da Cunha (“Súbitos Desvarios”), Wellington Farias (“Frigus Poética”), Leonardo de Magalhaens (“Spleen de BH: Ásperas Flores”), Marcos Fabrício Lopes da Silva (“Pedregozo”), Lecy Sousa (“Bora lá, Baudelaire”), Marcus Vinícius (“Ave do Mau Agouro”), Almir Zarfeg (“1966”) e Elisa de Jesus (“Flores Noturnas”). Esses oito poetas já tiveram suas obras publicadas, lançadas em lives e algumas, inclusive, resenhadas e/ou comentadas em blogs e sites.

 

Os quatro poetas restantes – Fagmota (“Confissões de uma mente barulhenta”), Vana Miletto (“Imensidão”), Helder Clério (“Diamantes & Dinamites”) e Israel Faria (“Letras reverberando em nuvens submersas”) – serão os próximos a terem suas obras cuidadas pelo Selo Starling. Como as demais, passarão pelo processo de pré-venda e divulgação antes de irem para a gráfica.

 

Essa força-tarefa editorial se justifica na medida em que todos os 12 livros precisam estar editados até o dia 31 de outubro – data do nascimento de Carlos Drummond de Andrade e, por isso mesmo, Dia Nacional da Poesia. Nesse dia o Selo Starling vai apresentar oficialmente o box com os 12 volumes reunidos da Coleção Flores do Caos.

 

Falando assim, tudo parece muito simples e até fácil, não é mesmo? Mas vá fazer! Vá abraçar um projeto dessa envergadura – poético por excelência – movido pelo prazer de promover a poesia e os poetas. Movido sobretudo pelo desejo quase alucinado de celebrar o grande Charles Baudelaire! Porque, convenhamos, editar poesia no Brasil não dá dinheiro, muito pelo contrário, ainda mais neste momento de pandemia. Mas, por outro lado, dá muito prazer.

 

Com certeza essa satisfação quase franciscana – alimentada pelo fato de ser poeta também e de ser fã de Baudelaire – é que motivou Rodrigo Starling a se lançar nessa aventura arriscada, mas grandiosa, de empreender a Coleção Flores do Caos. Sempre ajudado por Gisele Starling, que cuidou com profissionalismo das capas de todos os volumes.

 

Que ninguém ouse duvidar de que a Coleção Flores do Caos estará completa, com as 12 obras acondicionadas num belo box, em 31 de outubro de 2022. Data do nascimento do nosso poeta maior e, igualmente, da celebração da poesia. Ao mesmo tempo, também, que tenhamos em vista que a razão desse empreendimento editorial se chama Charles Baudelaire, em cuja memória e glória a coleção foi idealizada por Starling e realizada por todos, até ganhar vida própria na forma de livros à mão cheia e espantos à flor da pele.

 

Quanto aos amantes da boa poesia, que são parte integrante no processo edição/recepção, já estão convidados para conhecer obra por obra e autor por autor. Estão intimados a se embriagarem de versos livres que, como vinho tinto, vão deixá-los iluminados ou anestesiados. Ou as duas coisas juntas.

 

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Almir Zarfeg – poeta e jornalista baiano – é presidente de honra da Academia Teixeirense de Letras (ATL).


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