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Gestante morre no Hospital Sagrada Família e família registra denúncia na polícia por possível negligência

Publicado em: 02/06/2026 Atualizado:: junho 2, 2026

 

A morte da gestante Ana Paula Farias, de 33 anos, ocorrida no Hospital Municipal Sagrada Família, em Teixeira de Freitas, está sendo alvo de denúncias por parte da família e deverá ser investigada pela Polícia Civil do município.

Segundo informações registradas pelos familiares, Ana Paula deu entrada na unidade hospitalar por volta das 3h30 da madrugada do dia 27 de maio, apresentando dores de parto. Após várias horas de atendimento, ela morreu às 23h18 do mesmo dia.

Familiares relatam que, durante o período em que permaneceu internada, foram realizadas diversas manobras para indução do parto. De acordo com os parentes, a gestante apresentava sinais de esgotamento físico ao longo do procedimento, situação que, na avaliação da família, pode ter contribuído para o desfecho fatal.

Apesar da morte da mãe, o bebê nasceu com vida. Ainda segundo denúncias feitas por familiares e pessoas próximas, a criança, do sexo masculino, teria apresentado deformação na cabeça em razão da passagem forçada durante o parto, além de lesões e machucados pelo corpo. As condições de saúde do recém-nascido não foram oficialmente divulgadas.

O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas, onde deverá ser instaurado um inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte de Ana Paula Farias e verificar se houve eventual falha ou irregularidade no atendimento prestado.

Outro ponto que causa indignação à família é o fato de, segundo os relatos, o prontuário médico não ter sido entregue aos parentes no momento solicitado. Além disso, eles afirmam que o corpo foi liberado diretamente do hospital para uma funerária, sem passar pelo Instituto Médico Legal (IML) de Teixeira de Freitas para realização de exames periciais.

Abalada, a família busca respostas e pede justiça. Os parentes acreditam que possa ter ocorrido erro durante os procedimentos adotados no parto e aguardam que as investigações esclareçam todas as circunstâncias que levaram à morte da gestante.

A reportagem esteve na unidade hospitalar, mas os funcionários presentes alegaram que não poderiam falar sobre plantões de colegas nem emitir uma informação oficial. Entramos em contato com a direção da unidade e aguardamos retorno.

Nossa equipe conversou com o cunhado de Ana Paula. Segundo ele, a família está abalada e em choque com o ocorrido. Ele acredita que, com a denúncia na Polícia Civil, a família terá uma resposta sobre o que de fato ocorreu com Ana Paula.

Nossa equipe seguirá acompanhando o caso e aguarda um posicionamento por parte do Hospital Municipal e de sua direção.

Fonte: Liberdadenews


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