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Governo Bolsonaro critica proposta da União Europeia de banir importações ligadas a desmatamento

Publicado em: 23/11/2021 Atualizado:: novembro 23, 2021

O presidente Jair Bolsonaro em seu pronunciamento – (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

 

Ministros do governo Jair Bolsonaro (sem partido) criticaram nesta segunda-feira (22) proposta da Comissão Europeia de proibir a importação de produtos do agronegócio considerados fortemente ligados ao desmatamento e à degradação florestal.

 

Em declaração à imprensa sobre os resultados da COP26, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, disse que a iniciativa é “inaceitável, inadmissível”.

 

Ele e a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disseram que a proposta é de “protecionismo climático”.

 

A proposta da Comissão pode atingir algumas das commodities mais exportadas pelo Brasil, como soja e carne bovina. A ideia é estabelecer regras de auditoria, pelas quais exportadores dos produtos com risco de ligação com problemas ambientais devem garantir que eles são livres de desmatamento e legais.

 

Para isso, as empresas de comércio exterior serão obrigadas, caso a proposta seja aprovada, a coletar as coordenadas geográficas do terreno onde as mercadorias que colocam no mercado foram produzidas.

 

“Acho inaceitável, inadmissível fazer um movimento desse, especialmente num tema sobre o clima. Temos uma conferência do clima que chegou em consenso, não acho que tenha de fazer política unilateral, impondo regra de bloco ou de um país”, afirmou Leite.

 

É um movimento que não deve ser aceito pelo Brasil“, disse ainda o ministro do Meio Ambiente.

 

Tereza Cristina defendeu que a proposta seja alterada. Ela citou o debate sobre melhorar a rastreabilidade dos produtos como exemplo mais positivo.

 

A regra abrange inclusive o corte de árvores considerado legal na legislação do país de origem dos produtos. De acordo com a Comissão, isso se deve ao fato de que o desmatamento ilegal foi superado pela expansão de áreas agrícolas como a principal causa da destruição de florestas.

 

O texto ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu (que reúne os líderes dos 27 membros), mas a tendência é que seja bem recebido.

A proposta deve entrar em conflito com o Código Florestal brasileiro, considerado um dos mais avançados internacionalmente, que estipula limites de reserva obrigatória em cada região.

 

Fonte: MSN


JORNAL INDEPENDENTE


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