Publicado em: 24/03/2026 Atualizado:: março 24, 2026

Foto: Manu Dias/Gov-BA
Os grupos políticos do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e do senador Jaques Wagner (PT), teriam estabelecido um acordo de bastidores para isolar o caso do Banco Master da disputa eleitoral deste ano. Ambos tiveram seus nomes vinculados nas últimas semanas em supostos escândalos envolvendo a instituição financeira de Daniel Vorcaro.
ACM Neto é pré-candidato ao Governo do Estado e Wagner busca a renovação de sua cadeira no Senado, além do apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o pacto foi selado após os oponentes concluírem que a exploração mútua do tema traria prejuízos políticos para os dois lados.
Caso Master na Bahia
Relatórios do Coaf indicam que ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag entre 2023 e 2024. O ex-prefeito afirma que os valores referem-se a serviços de consultoria prestados após a eleição de 2022.
Registros apontam que uma empresa de propriedade de Bonnie Toaldo Bonilha, esposa do secretário de Meio Ambiente da Bahia (Sema), Eduardo Sodré, recebeu cerca de R$ 11 milhões da instituição financeira em um contrato firmado em 2021. Sodré é enteado de Wagner. O senador negou qualquer intermediação no negócio.
Rui Costa, ministro da Casa Civil, também é citado devido à privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) em 2018, arrematada pelo empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. A inclusão do Credcesta no leilão é alvo de questionamentos sobre a viabilidade da venda na época.
Fonte: Por Raquel Franco/Bahia.BA