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Neco Batista, último grande nome da política itanheense, morre aos 91 anos no 1º de maio

Publicado em: 02/05/2022 Atualizado:: maio 2, 2022

Neco Batista, ex-prefeito de Itanhém, morre aos 91 anos de idade

 

 

Por Almir Zarfeg

 

Manoel Batista dos Santos, popular Neco Batista, morreu na madrugada do último domingo, 1º de maio, aos 91 anos, em virtude de problemas próprios da idade avançada. Seu corpo foi sepultado, às 17h, ao lado do túmulo da esposa Quita Pinheiro, na Fazenda Suíça. Muitos compareceram para dizer adeus ao último dos grandes políticos da localidade.

 

Neco Batista foi tão grande que não pensei duas vezes em colocá-lo na lista dos maiorais da política itanheense, ficando na 5ª posição, atrás apenas de Simplício Binas, Sady Teixeira Lisboa, José Resende Sobrinho e Gedeon Botelho Ferreira – todos falecidos.

 

Claro que, para elaborar tal lista, levei em conta aspectos como carisma, liderança e compaixão, que moldam os homens públicos de verdade. Em se tratando de homens como Gedeon e Neco, convém falar em senso de oportunidade e não em simples vocação. Eles souberam como poucos se utilizar do poder econômico para chegar à política, articulando estratégias e conquistando apoios, para fazer história. E conquistar mais poder.

 

No caso de Neco Batista, a ausência de popularidade foi substituída pela inteligência e a falta de carisma foi compensada pela narrativa do homem muito humilde que, com trabalho e oportunismo, conseguiu dar a volta por cima e se tornar um vencedor. Ninguém duvida que ele fez a si mesmo, ou seja, que foi um self-made-man.

 

Ninguém em sã consciência, contudo, vai sair por aí dizendo que ele não foi ajudado pelas circunstâncias ou que não produziu as condições que o tornaram quem se tornou para bem o para o mal. Até as tiradas repletas de bom humor e mau gosto, atribuídas a ele, ganharam status de folclore em Itanhém e ainda fazem sucesso.

 

Inicialmente ligado ao grupo do ex-prefeito Sady Teixeira Lisboa, tendo sido eleito vereador em 1962, Neco teve que esperar bastante tempo para chegar ao comando do Executivo municipal. Mas chegou – com o apoio de Gedeon Botelho – nas eleições municipais de 1989.

 

O mesmo Gedeon que punha Neco na prefeitura era o mesmo que o tirava de lá quando lhe dava na telha. Afinal de contas, eles eram compadres e muito temperamentais. Decepcionado com o fracasso da gestão Oséas Moreira Lisboa, a quem ajudou a eleger oportunamente, Gedeon retornou o compadre Manoel à prefeitura nas eleições de 2000. Em 2004, os compadres se desgastaram, se enfrentaram e adivinhem quem levou a melhor? Gedeon, é claro e evidente.

 

Mas o que eu pretendo aqui é destacar a contribuição política de Neco Batista para Itanhém e isso, com certeza, é inegável. Mais que gerir o bem público, com alguma competência, ele imprimiu seu nome na história. Conseguiu, inclusive, transferir algum talento político a seus filhos Álvaro, Zulma e Newton, nessa ordem de importância. O primeiro se elegeu deputado estadual, a segunda prefeita de Itanhém e o terceiro foi vereador e presidiu o Legislativo local. Eles poderão ir mais longe, mas sempre vão estar aquém do patriarca.

 

Neco Batista partiu para sempre em pleno 1º de maio, mas deixou um legado político e empresarial relevante não só para seus familiares, mas também para inspirar outrem em Itanhém e região. Isso precisa ser dito e reconhecido – inclusive – para ser melhor compreendido. Neco é daqueles forasteiros – como Simplício Binas, Sady Teixeira e Gedeon Botelho – que chegaram à terra água-pretense no início do século XX para fazer e acontecer. E dar a sua contribuição para o progresso do município.

 

Em 2018, durante as comemorações do 60º aniversário da emancipação política de Itanhém, Neco Batista foi homenageado como um dos 60 itanheenses mais ilustres. Uma iniciativa da Academia Teixeirense de Letras e do portal Água Preta News com o apoio do Café Ticiana. Ele ignorou solenemente a homenagem. Mas ela foi merecida e justa, como serão merecidas e justas as homenagens que devem acontecer postumamente.

 

O prefeito de Itanhém, Mildson Dias Medeiros, por exemplo, acaba de decretar luto oficial por três dias em memória do já saudoso Neco Batista (1930/2022).

 


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