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Operação contra sequestros e homicídios tem confronto, morte e dois presos

Publicado em: 27/01/2026 Atualizado:: janeiro 27, 2026

 

A Operação Cativeiro – Fase II foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (26) em Eunápolis, em ação conjunta das polícias Civil e Militar. A ofensiva teve como foco o cumprimento de sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão contra grupos investigados por homicídios, sequestros, tráfico de drogas e ocultação de cadáveres.

Segundo o delegado Manoel Vieira, titular da 1ª Delegacia Territorial, durante as diligências houve confronto, com um dos alvos morto e outro ferido.

“Durante o cumprimento desses mandados, na Rua Santa Terezinha, no bairro Pequi, dois indivíduos confrontaram com as forças de segurança. Um deles foi socorrido e o outro faleceu no hospital. O outro conseguiu fugir por uma área de brejo. Posteriormente foi encontrado por populares baleado na perna. Foi socorrido e levado ao Hospital Geral”, afirmou.

Morto na ação, Alisson Nobre Zamerim, de 23 anos, conhecido como Nobre, era investigado por homicídio, sequestro e tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, havia mandados de prisão em aberto contra ele. O delegado explica por que o nome dele aparece no centro das investigações.

“Inclusive o alvo que veio a óbito era o indivíduo que sequestrou a jovem Larissa no final do ano passado e também participou de outros sequestros. A ideia é dar uma resposta a esses crimes e desaparecimentos que vêm ocorrendo em Eunápolis”, frisa Vieira.

João Pedro Oliveira Santos, de 24 anos, baleado durante a ação, segue internado sob custódia e foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio contra agentes de segurança pública.

Um terceiro mandado foi cumprido no Conjunto Penal de Eunápolis contra Iago Souza Santos, de 19 anos, conhecido como Capetinha, que já estava preso.

As ações também ocorreram nos bairros Renovação e Juca Rosa, com apreensão de armas de fogo, munições, carregadores, drogas e celulares. Cinco alvos não foram localizados e seguem foragidos.

Ainda em recuperação de um tiro no braço sofrido na semana passada, durante operação em Itabela, o delegado comentou a postura da polícia em situações de confronto.

“O que a gente precisa enfatizar é que a gente evita, ao máximo, o confronto. O policial não tem prazer nenhum no confronto, nem em tirar a vida de um indivíduo. Mas alguns insistem em não se entregar e em efetuar disparos contra os policiais. Toda vez que isso acontecer, haverá uma resposta à altura”, disse.

Segundo a Polícia Civil, a operação é resultado de investigações aprofundadas que apuram, entre outros crimes, um triplo homicídio ocorrido em junho do ano passado e o sequestro, tortura e esquartejamento de uma jovem em dezembro, casos que tiveram forte repercussão em Eunápolis.

 

Fonte: Radarnews


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