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Preço do gás de cozinha sobe quase 10% na Bahia e botijão pode ficar até R$ 10 mais caro

Publicado em: 02/06/2026 Atualizado:: junho 2, 2026

 

O valor do gás de cozinha teve reajuste de 9,59% nesta segunda-feira (1º), segundo o Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás).

De acordo com a entidade, o aumento foi aplicado pela Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe. Com isso, o valor do botijão pode ficar, em média, entre R$ 8 e R$ 10 mais caro para o consumidor final.

“O aumento vai ter um impacto significativo, porque o gás vai aumentar entre R$ 8 e R$ 10. O consumidor já vai sentir o peso a partir de hoje”, disse o diretor do SindRevGás, Robério Souza. O preço médio do botijão em Salvador e na região metropolitana era de R$ 145 e, com o reajuste, pode variar entre R$ 155 e R$ 158.

“Se comparar, o gás está quase 30% mais caro do que o consumidor pagava em dezembro de 2025”, afirmou o diretor do SindRevGás. A reportagem entrou em contato com a Acelen e aguarda posicionamento da empresa.

Dedê vende botijões de gás no subúrbio de Salvador por R$ 130 para retirada no local e por R$ 140 com entrega em domicílio. Ele estima um aumento de R$ 10 já a partir desta segunda-feira.

“O consumidor reclama bastante, mas a situação também está muito apertada para a gente. É difícil manter”, contou Dedê.

Uma das reclamações dos revendedores é que, com o “Gás do Povo”, programa federal voltado ao acesso gratuito à recarga de botijões de até 13 kg para famílias de baixa renda, e os sucessivos aumentos no valor do gás, a categoria ficou sem margem de lucro.

“A rede revendedora vê isso com muita preocupação, porque não existe margem de lucro. A gente entende que é um projeto social, mas o revendedor não pode ter prejuízo nessa operação. Muitos não aderiram e outros já pensam em não renovar quando o contrato acabar. É impossível trabalhar nesses moldes financeiros”, analisou Robério Souza.

“Eu recebo em torno de R$ 106,39 por botijão ofertado no programa. Praticamente não existe margem de lucro. Quando começou, ainda havia uma margem pequena, mas agora, com o aumento, ela desapareceu”, pontuou Dedê.

Veja abaixo o histórico de aumentos no ano:

2 de janeiro: O valor do gás de cozinha teve um reajuste de 2,38%.

15 de abril: O valor do gás de cozinha teve um reajuste de mais de 15%.

 

Fonte: G1


JORNAL INDEPENDENTE


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