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Diretor de escola preso por estupro de vulnerável: Justiça converte flagrante em preventiva na audiência de custódia

Publicado em: 24/04/2026 Atualizado:: abril 24, 2026

 

A prisão ocorreu na manhã da última quinta-feira (23), por volta das 11h40. O diretor da rede municipal de educação de Vereda, Rui Amâncio Santos, é suspeito de estupro de vulnerável contra um aluno de 13 anos. O crime teria ocorrido dentro da Escola Municipal José Rosa de Souza, localizada no distrito de São José de Vereda, zona rural do município.

De acordo com a Polícia Militar, o adolescente relatou ao Conselho Tutelar e aos agentes que, ao tocar o sinal, foi chamado pelo diretor a uma sala reservada, onde sofreu violência sexual — sexo oral e anal. Laudo médico emitido após os exames específicos confirmou a conjunção carnal, materializando o vestígio do abuso.

Diante da gravidade dos fatos, Rui Amâncio recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Teixeira de Freitas, onde o delegado plantonista Manoel Andreeta lavrou o flagrante com base no artigo 217-A do Código Penal (estupro de vulnerável). A vítima, assistida pelo Conselho Tutelar e acompanhada pela mãe, também foi ouvida na unidade policial.

Audiência de custódia e prisão preventiva

O caso teve um novo desdobramento na manhã desta sexta-feira (24), quando Rui Amâncio passou por audiência de custódia. Na ocasião, o juiz responsável decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. A decisão gerou reação imediata da defesa.

“A audiência de custódia de Rui aconteceu agora às 11 da manhã, ocasião em que a prisão em flagrante foi convertida em preventiva”, afirmou a advogada Flávia Falqueto, responsável pelo caso, em entrevista logo após deixar a delegacia. A defensora adiantou que a medida será questionada judicialmente. “A defesa informa que respeita, obviamente, a decisão, mas que a medida será objeto de revisão pelas vias legais cabíveis, uma vez que a prisão preventiva exige uma fundamentação concreta”, declarou.

Flávia Falqueto destacou ainda o perfil do acusado como argumento para um eventual pedido de liberdade provisória: “O Rui é primário, possui residência fixa, exerce atividade lícita, é pai de dois filhos menores, circunstâncias que demonstram a possibilidade de responder ao processo em liberdade”.

A advogada ponderou que a investigação ainda está em fase inicial e que a defesa confia na aplicação da justiça “com devido respeito ao processo legal e também à presunção de inocência”, colocando-se à disposição para apresentar, segundo suas palavras, “a outra versão dos fatos”.

Rui Amâncio Santos segue preso à disposição da Justiça na carceragem da Polícia Civil de Teixeira de Freitas.

 

Fonte: Liberdadenews


JORNAL INDEPENDENTE


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