Publicado em: 05/10/2026 Atualizado:: outubro 5, 2026

O resultado das urnas neste domingo alterou de forma expressiva o equilíbrio de forças no Senado Federal. A renovação das cadeiras garantiu a entrada de pelo menos 32 novos parlamentares que chegam ao Congresso alinhados à pauta de cassação de ministros do Supremo Tribunal Federal. Com a chegada do novo grupo, a frente que defende o afastamento de membros da Corte Suprema ganha tração e atinge a marca de 49 senadores abertamente favoráveis à medida. O movimento foi impulsionado pelo desempenho expressivo do Partido Liberal nas urnas. A legenda garantiu 19 novas vagas e passará a ter a maior bancada do Senado, somando 28 representantes. A articulação do bloco crítico ao Supremo ganha ainda o reforço de eleitos por outras legendas, incluindo três parlamentares da Federação União-Progressista, três do Partido Novo, três do MDB e dois do Republicanos. Segundo apurado pelo Blog do Marcelo, a articulação nos bastidores busca consolidar os nomes eleitos em uma aliança coesa para pressionar a pauta do Judiciário a partir da próxima legislatura.
Apesar da expansão da bancada e da crescente convergência em torno do tema, a abertura de um processo contra um integrante do Supremo permanece sob um rito rigoroso. A aprovação de uma cassação exige o apoio de no mínimo dois terços do Plenário, o que equivale a 54 dos 81 senadores. Além disso, o andamento de qualquer processo depende exclusivamente do presidente do Senado, a quem cabe a prerrogativa individual de dar seguimento, rejeitar ou arquivar os requerimentos apresentados. Embora o Brasil nunca tenha registrado o impeachment de um ministro do STF ao longo de sua história republicana, a pressão sobre o Tribunal atingiu níveis inéditos. Atualmente, o Senado acumula cerca de uma centena de pedidos de impedimento protocolados aguardando análise, sendo o ministro Alexandre de Moraes o alvo da expressiva maioria das representações que chegam ao gabinete da presidência da Casa.