Publicado em: 20/05/2026 Atualizado:: maio 20, 2026

A Secretaria Municipal de Assistência Social realizou, no dia 18 de maio de 2026, na sede do Núcleo de Atendimento em Itabatã, o primeiro ciclo formativo voltado à rede privada parceira do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Com o tema “Serviço de Convivência: vínculos, proteção social e práticas cotidianas com impacto social”, a formação reuniu profissionais e representantes das entidades socioassistenciais que atuam na execução do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) no município.
A iniciativa foi organizada pela coordenação de Proteção Social Básica, através da psicóloga Joana Sousa, em parceria com a coordenação de Gestão do SUAS, representada pela assistente social Selmária Tatiana Oliveira. O encontro integra as ações previstas no Plano Municipal de Assistência Social e reforça o compromisso da gestão municipal com a qualificação permanente dos trabalhadores da assistência social.

O ciclo formativo foi direcionado a técnicos de nível médio, educadores sociais, facilitadores de oficinas e aos presidentes de entidades socioassistenciais que mantêm parceria com o município de Mucuri para a execução indireta do SCFV. A proposta busca fortalecer a atuação dos profissionais nos territórios, considerando as necessidades da população usuária, as especificidades dos públicos atendidos e a operacionalização dos serviços socioassistenciais.
No município de Mucuri, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é executado por meio da parceria com Organizações Não Governamentais que compõem a rede privada do SUAS, entre elas o Lar dos Idosos, a Associação Golfinho, a APAE e a ASCA. As entidades atendem mensalmente crianças, adolescentes, jovens, adultos e pessoas idosas, incluindo o público prioritário encaminhado pela unidade do CRAS, complementando os serviços da Proteção Social Básica no município.

Durante a formação, foram abordados temas fundamentais para a execução qualificada do serviço, como os conceitos de vínculo familiar e vínculo comunitário dentro do Sistema Único de Assistência Social, articulando teoria e prática para fortalecer as ações desenvolvidas nos diversos territórios de Mucuri e do distrito de Itabatã. Também foram debatidas estratégias para potencializar as atividades socioeducativas realizadas através de oficinas de dança, capoeira, artesanato, educação física e demais ações coletivas promovidas pelas entidades parceiras.
Na oportunidade, a coordenadora da Proteção Social Básica, Joana Sousa, destacou que o ciclo formativo representa o início de uma série de etapas voltadas à formação continuada dos profissionais que atuam na rede privada do SUAS. Segundo ela, a iniciativa busca garantir a qualidade da atuação do Serviço de Convivência nos territórios e ampliar os impactos sociais positivos junto à população atendida.

A coordenadora de Gestão do SUAS, Selmária Oliveira ressaltou que a política pública de assistência social se constrói através da qualificação permanente dos trabalhadores do SUAS. De acordo com a coordenadora, a formação continuada é uma prerrogativa do Sistema Único de Assistência Social e representa um instrumento essencial para garantir serviços mais humanizados, eficientes e tecnicamente qualificados.
“Política pública se faz com qualidade a partir do aperfeiçoamento profissional e da qualificação contínua dos trabalhadores. É necessário aproximar teoria e prática para que os profissionais estejam preparados para atender as diversas situações de vulnerabilidade e desproteção social presentes nos territórios”, destacou.

A formação também reforçou a importância da atuação integrada entre CRAS, CREAS e entidades socioassistenciais parceiras, considerando que grande parte do público atendido enfrenta situações de vulnerabilidade social, fragilidade de vínculos familiares e comunitários e dificuldades de acesso às políticas públicas.
A Secretaria Municipal de Assistência Social reafirma que o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos possui papel fundamental na prevenção de situações de risco social, no fortalecimento das relações familiares e comunitárias e na complementação das ações desenvolvidas pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), executado na unidade do CRAS do município.
